O prefeito de Macapá, Antônio Furlan, fez sua quarta troca de legenda em menos de três anos ao abandonar o MDB e fechar com o PSD, em movimento relâmpago que sinaliza mais uma tentativa de reagir e manter viva sua ambição de chegar ao Governo do Amapá em 2026. A mudança foi oficializada no mesmo dia em que ele deixou sua antiga sigla, um gesto que reforça a imagem de um político versátil demais para ser confiável.
Furlan começou essa trilha de mudanças em 2020, quando foi eleito prefeito de Macapá pelo Cidadania. Em 2024, na corrida à reeleição, ele já havia deixado o Cidadania e migrado para o MDB, pelo qual conquistou o segundo mandato com folga, obtendo mais de 85% dos votos válidos no primeiro turno.
Antes disso, ainda em 2023, quase ninguém lembra, mas Furlan também passou rapidamente pelo Podemos, demonstrando desde cedo um padrão de itinerância partidária que poucos políticos conseguem justificar com coerência ideológica.
Agora, ao entrar no PSD, Furlan parece buscar reagir a um cenário em que precisa reforçar palanque e estrutura nacional para disputar contra o governador Clécio Luís, do União Brasil. Esse vai-e-vem de siglas, no entanto, alimenta a percepção de que sua trajetória política é guiada mais pela conveniência eleitoral do que por princípios ou compromissos estáveis.
