O prefeito de Macapá, Antônio Furlan, anunciou nesta terça-feira, 3, que deixou o MDB e, no mesmo dia, oficializou sua filiação ao PSD. A troca simultânea de legenda ocorre a poucos meses antes da eleição e reposiciona o prefeito da capital como pré-candidato ao Palácio do Setentrião contra o governador Clécio Luís, recém-filiado ao União Brasil, e que vem mostrando um crescimento vertiginoso nas pesquisas.
O anúncio foi feito em Brasília, com a presença do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e do senador Lucas Barreto. A movimentação também conta com apoio do PL no estado, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, consolidando Furlan como, até então, o candidato da extrema direita no Amapá.
Interlocutores do MDB dizem que o pedido de desfiliação de Furlan pegou Baleia Rossi e outros caciques da legenda de surpresa. Horas depois, assinou a ficha de filiação ao PSD. Antes disso, Furlan havia dito que estava em Brasília atrás de recursos para Macapá.
No fim das contas, a troca no mesmo dia deixa pouco espaço para romantização. Furlan sai do MDB pela manhã e já posa no PSD à tarde, com apoio do PL. O movimento passa longe de ser apenas ideológico e soa muito mais como cálculo eleitoral puro, mirando eleição e a disputa contra Clécio. Para quem acompanha Furlan desde 2014, fica a impressão de que alianças valem enquanto servem ao projeto pessoal e que, quando deixam de ser úteis, são simplesmente deixadas para trás.
