Com a confirmação de Teles Jr. como candidato a vice-governador na chapa de Clécio Luís (União Brasil), o PDT entra na disputa de 2026 tentando manter uma sequência de resultados expressivos nas eleições majoritárias do Amapá.
A legenda venceu as eleições para o Governo do Estado em 2014 e 2018 com Waldez Góes e, em 2022, voltou a integrar a chapa vencedora ao eleger Teles Jr. como vice-governador ao lado de Clécio Luís. Agora, o partido busca a quarta vitória consecutiva em eleições majoritárias, consolidando uma trajetória de protagonismo na política amapaense.
Além do desempenho nas disputas pelo Executivo, o PDT também demonstrou força nas urnas nas últimas eleições proporcionais. Em 2022, o partido conquistou três das oito cadeiras do Amapá na Câmara dos Deputados, elegendo Josenildo Abrantes, Dorinaldo Malafaia e Professora Goreth. Posteriormente, Goreth perdeu o mandato em decorrência de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mas o resultado das urnas evidenciou a capilaridade e a competitividade da legenda no estado.
Com histórico de vitórias, presença nas principais alianças políticas e desempenho consistente nas urnas, o PDT chega ao novo pleito como a sigla mais influente do cenário eleitoral amapaense neste século.
Um dos detalhes que ajuda a explicar a força eleitoral construída por Waldez Góes ao longo das últimas décadas está longe dos grandes palanques. Extensionista rural de formação, ele sempre deu atenção especial aos amapaenses que vivem além da capital. Foi assim no Rurap, passou pelos mandatos de deputado, governador e segue agora como ministro. É um trabalho de presença constante, quase de formiguinha, que, visto de perto, revela uma rede de relações construída ao longo de muitos anos.
Na pré-campanha de João Pedro, esse mesmo caminho tem chamado atenção. Enquanto boa parte das articulações se concentra em Macapá, o roteiro inclui assentamentos, comunidades quilombolas, vilas ribeirinhas e cooperativas agropecuárias espalhadas pelo estado. É um trabalho que costuma receber pouca visibilidade durante a campanha, mas ganha relevância quando se observa a distribuição dos votos entre a capital e o interior — característica que acompanha a trajetória política da família Góes desde o primeiro mandato de Waldez.
