Uma comitiva do Amapá esteve em Paramaribo, no Suriname, neste fim de semana, onde participou do Suriname Energy, Oil and Gas Summit, um dos principais eventos do setor na região. À frente da missão, o presidente da Agência Amapá de Desenvolvimento, Wandenberg Pitaluga, liderou a agenda que, além de promover troca de experiências, também apresentou o nível de preparação do estado para o novo ciclo econômico já em curso com o avanço da atividade petrolífera.
Durante a visita, o grupo participou de reuniões com representantes do setor e apresentou a estrutura e o planejamento do Amapá para receber investimentos ligados à cadeia do petróleo. A comitiva também conheceu estruturas estratégicas como o Porto de Kuldipsingh, um dos principais eixos logísticos do país. O porto é fundamental para dar suporte às operações offshore, concentrando cargas, equipamentos e serviços que atendem diretamente às plataformas. Hoje, o Suriname já tem cerca de 2,4 bilhões de barris de petróleo estimados e atrai grandes empresas internacionais.

Para Pitaluga, a missão reforça que o Amapá não parte do zero e já se posiciona de forma competitiva. O estado está inserido na mesma faixa do Oceano Atlântico onde estão as novas descobertas, a chamada Margem Equatorial, e já possui estudos de prospecção em andamento. Além disso, projetos na costa amapaense apresentam características semelhantes aos desenvolvidos no Suriname, o que aproxima ainda mais os dois cenários.
“Nós saímos daqui do Suriname com um papel muito mais expressivo do que óleo e gás. É a oportunidade de abrir um mercado gigantesco para as indústrias e os empresários amapaenses. Volto pro Amapá com muitas conexões a serem estabelecidas para fortalecer a nossa economia a partir de agora”, afirmou Pitaluga.

O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla do Governo do Amapá, que tem no petróleo uma de suas prioridades. A gestão do governador Clécio Luís vem estruturando políticas e articulações para preparar o estado para esse novo momento energético, buscando garantir que os impactos positivos da atividade sejam convertidos em desenvolvimento local.
Com o avanço das pesquisas na foz do Amazonas, o Amapá entra de vez no radar da indústria. A leitura é direta: o estado não apenas observa, mas se posiciona para garantir protagonismo, atrair investimentos e transformar a exploração de petróleo em geração de emprego, renda e oportunidades.
