Após a confirmação de casos da Doença de Chagas em Macapá, a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) intensificou fiscalizações e determinou o fechamento de batedeiras de açaí consideradas irregulares. A medida, voltada à contenção de riscos sanitários, teve impacto direto no setor: segundo a Associação de Batedores e Produtores de Açaí, as vendas caíram cerca de 40% nos últimos dias.

A doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e pode ser transmitida não apenas pelo inseto barbeiro, mas também por via oral, quando alimentos são contaminados durante o preparo. No caso do açaí, a contaminação pode ocorrer se o fruto ou os equipamentos entrarem em contato com fezes do inseto infectado, especialmente em ambientes sem controle sanitário adequado.

Diante do cenário, trabalhadores do setor passaram a reforçar medidas de higiene e segurança no processamento da fruta, como a lavagem correta dos frutos, uso de água tratada, higienização de máquinas e armazenamento adequado. A estratégia busca recuperar a confiança dos consumidores, abalada após a repercussão dos casos.

Apesar da queda nas vendas, representantes da categoria destacam que o açaí seguro continua sendo amplamente produzido e consumido na cidade, e defendem que a fiscalização ajude a separar os estabelecimentos regulares daqueles que operam fora das normas, garantindo a qualidade de um dos principais produtos da economia e da cultura alimentar da região.