Presidente do Senado afirmou que liderou articulação para garantir pesquisas na Margem Equatorial e disse que resultados da Petrobras reforçam o potencial energético da região.

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), comemorou nesta quinta-feira (29) a confirmação da terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. Em nota divulgada após o anúncio da Petrobras, o senador destacou sua atuação em defesa das pesquisas exploratórias na região e afirmou que os novos resultados ampliam o conhecimento sobre o potencial energético da Margem Equatorial.

“Durante anos, liderei a defesa de que a nossa região tivesse a oportunidade de ser pesquisada. Agora, com a perfuração do poço Morpho concluída e novos dados geológicos coletados, temos resultados concretos que dão ainda mais importância à continuidade desse trabalho para o nosso país”, declarou Davi.

O senador também classificou o anúncio como uma notícia extraordinária para o Amapá e ressaltou que os resultados representam um avanço no conhecimento sobre as possibilidades energéticas da região.

“A ciência está nos mostrando a dimensão de uma oportunidade que defendemos com tanta determinação. Ainda há etapas importantes pela frente, mas uma coisa é certa: o Amapá tem muito a revelar ao Brasil”, acrescentou.

A manifestação ocorre após a Petrobras confirmar a terceira identificação de petróleo no poço Morpho (1-BRSA-1405-APS), localizado no bloco FZA-M-59, em águas ultraprofundas da Bacia da Foz do Amazonas. As duas primeiras descobertas foram anunciadas em agosto e no início de outubro deste ano.

O novo resultado reforça o interesse exploratório na Margem Equatorial, considerada uma nova fronteira de pesquisa de petróleo e gás no Brasil. A Petrobras informou que concluiu a perfuração e a coleta de dados geológicos no poço. A sonda NS-42 seguirá para a Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte.

Apesar das três descobertas, ainda não há confirmação de produção comercial na área. Os dados coletados precisarão passar por avaliações técnicas para determinar as características dos reservatórios, os volumes existentes e a viabilidade econômica de uma eventual exploração.

A expectativa em torno da Margem Equatorial mantém o Amapá no centro das discussões sobre o futuro energético brasileiro, com possíveis impactos sobre investimentos, infraestrutura, logística e geração de empregos, caso a atividade avance para uma etapa comercial.