A retomada da mineração no Amapá acaba de alcançar o mercado internacional de capitais. A Amapá Minerals captou 140 milhões de dólares canadenses (cerca de R$ 512 na cotação atual) em sua abertura de capital na Bolsa de Toronto, no Canadá, em uma operação que levou a companhia à Toronto Stock Exchange (TSX), onde suas ações são negociadas sob o código AMAP.

O movimento representa um novo capítulo para a atividade mineral amapaense. O capital levantado amplia a capacidade da empresa de investir na produção, exploração e expansão de suas operações no estado, justamente após a retomada de um empreendimento que permaneceu paralisado por anos.

A história começou ainda em 2022, quando a mineração foi incluída entre as prioridades apresentadas por Clécio Luís durante a campanha ao Governo do Amapá. No plano de governo registrado naquele ano, o então candidato propôs fortalecer o desenvolvimento do setor mineral, com incentivo à mineração industrial e às atividades cooperativas.

A partir do início da gestão, essa diretriz passou a ser incorporada à estratégia de desenvolvimento econômico do Estado. Em 2025, o Governo do Amapá intensificou as articulações para reconstruir a confiança de investidores e criar condições para a retomada de projetos que estavam paralisados. O processo envolveu órgãos estaduais, segurança jurídica, licenciamento ambiental e interlocução com empresas interessadas em investir no Amapá.

Nesse processo, a Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá teve papel estratégico na aproximação com investidores e na articulação para a retomada da atividade mineral. O trabalho conduzido pela agência incluiu tratativas com empresas, apresentação das oportunidades existentes no estado e construção de um ambiente de negócios capaz de viabilizar novos investimentos.

Pitaluga na retomada das operações da Amapá Minerals.

Presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho destaca que a retomada da mineração é resultado de uma articulação institucional construída ao longo dos últimos anos.

“A abertura de capital da Amapá Minerals mostra que a retomada da mineração no Amapá já ultrapassou a etapa da recuperação de uma atividade paralisada e entrou em um novo ciclo de investimentos. O Governo do Amapá trabalhou para aproximar investidores, apresentar as oportunidades do estado e ajudar a construir as condições para que projetos estratégicos voltassem a operar. Hoje, esse processo alcança o mercado internacional de capitais e traz novas possibilidades de expansão para o estado’’,
disse Wandenberg.

A chegada da Amapá Minerals ao estado ocorreu em 2025, com a substituição da antiga operação da Tucano Gold e a reestruturação do empreendimento nos municípios de Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio. Em maio de 2026, a empresa realizou sua primeira produção de ouro. Entre maio e junho, foram processadas aproximadamente 24,6 mil toneladas de material, segundo os resultados divulgados pela companhia.

A retomada também já produziu impacto no mercado de trabalho. O empreendimento alcançou cerca de mil empregos diretos e indiretos, com maioria da mão de obra formada por trabalhadores amapaenses, segundo dados divulgados pelo Governo do Amapá.

Para o Governo, a meta agora passa a ser transformar esse novo fluxo de investimentos em mais produção e mais postos de trabalho para a população. Desde a retomada das atividades, a Amapá Minerals já gerou mais de 1,5 mil empregos diretos na região.