Declaração foi feita nesta sexta-feira (18), durante encontro com empresários e representantes de instituições do setor produtivo no auditório da Fecomércio Amapá

Durante encontro com empresários e representantes de instituições do setor produtivo, realizado no auditório da Fecomércio Amapá, nesta sexta-feira (18), em Macapá, o governador Clécio Luís (UB, declarou que, pela primeira vez, o estado registra um cenário em que a criação de empregos formais supera a entrada de famílias no Bolsa Família.

“Pela primeira vez na história, temos mais carteiras sendo assinadas no Amapá do que famílias entrando no Bolsa Família”, afirmou Clécio durante o encontro.

A declaração ocorre em meio a uma sequência de indicadores que apontam crescimento do mercado formal de trabalho e redução do número de famílias que permanecem no programa federal após o aumento da renda.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), mais de 21 mil famílias do Amapá deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda. De acordo com o ministério, são famílias que ultrapassaram os limites previstos pela Regra de Proteção ou cumpriram o período de permanência nela. Parte desses desligamentos está relacionada à conquista de emprego formal ou ao aumento da renda por meio do empreendedorismo.

Somente em maio de 2026, 863 famílias amapaenses deixaram o programa após aumento da renda. Macapá concentrou o maior número de desligamentos, com 502 famílias, seguida por Santana, com 130, e Laranjal do Jari, com 36.

Ao mesmo tempo, o mercado formal do estado vem registrando expansão. De acordo com o Novo Caged, o Amapá contabilizou 5.248 admissões e 4.838 desligamentos em julho, resultando em saldo positivo de 410 empregos com carteira assinada. Com o resultado, o estoque de trabalhadores formais chegou a 108.648 vínculos. Líder percentual de abertura de empregos formais no Brasil.

O crescimento também foi expressivo em outros momentos do ano. Em abril, por exemplo, o estado registrou 898 novos postos de trabalho, o segundo maior crescimento proporcional do país naquele mês, com alta de 0,8% no estoque de empregos formais.

Emprego alcança inscritos no CadÚnico

Outro dado ajuda a estabelecer uma conexão entre os dois fenômenos. Segundo o MDS, o cruzamento das informações do Caged com o Cadastro Único mostrou que 80% das vagas formais criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por pessoas inscritas no CadÚnico, cadastro que reúne famílias de baixa renda e é utilizado para acesso a diferentes programas sociais.

É nesse contexto que Clécio apresentou sua afirmação aos empresários. A fala coloca a geração de emprego e renda como um dos principais indicadores da transformação econômica que, segundo o governador, o Amapá vem atravessando.

Os dados oficiais do MDS mostram que 21 mil famílias deixaram o Bolsa Família por aumento da renda desde 2023, enquanto o Novo Caged registra crescimento contínuo do mercado formal em 2026. A comparação exata entre o número de novas carteiras assinadas e o número de novas famílias que ingressaram no programa, porém, depende da metodologia e do período considerados pelo governador na declaração.