O que era para ser mais um vídeo de campanha mostrando a proximidade de Dr. Furlan com o eleitor acabou virando uma dor de cabeça para o candidato ao Governo do Amapá. Um registro dos bastidores de uma gravação, em que Furlan aparece orientando uma eleitora sobre o que ela deveria dizer e perguntar diante das câmeras, viralizou e ganhou espaço no noticiário nacional.

Nas imagens, a eleitora é orientada a se apresentar como vigilante e a questionar Furlan sobre o retorno dos profissionais às escolas estaduais. Depois da orientação, ela repete a abordagem e o candidato responde à pergunta. O problema é que o vídeo publicado nas redes passava a impressão de uma conversa espontânea, enquanto o registro dos bastidores mostrava que a situação havia sido previamente combinada. O conteúdo acabou sendo apagado posteriormente.

A história ganhou outro tamanho quando chegou à imprensa nacional. A coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, publicou o caso e chamou atenção justamente para a combinação da fala com a eleitora. A partir daí, o episódio passou a ser reproduzido por outros veículos e canais de alcance nacional, levando para fora do Amapá uma situação que já vinha causando repercussão nas redes locais.

Para uma campanha que aposta fortemente em vídeos, proximidade e contato direto com o eleitor, a exposição dos bastidores não poderia ter vindo em pior hora.

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