Estado registrou alta de 4,79% no estoque de empregos com carteira assinada entre janeiro e julho, mais que o dobro da média nacional de 2,06%.

O Amapá apresentou o maior crescimento proporcional do emprego formal entre os estados brasileiros nos sete primeiros meses de 2026, segundo dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O estado registrou alta de 4,79% no estoque de empregos com carteira assinada entre janeiro e julho, mais que o dobro do crescimento nacional, de 2,06%.

Na comparação proporcional, o Amapá ficou à frente de Mato Grosso, que cresceu 3,96%, e Piauí, com 3,74%. Em números absolutos, porém, os maiores saldos foram registrados em estados com mercados de trabalho maiores, como São Paulo, que abriu 267.107 vagas no período.

O desempenho amapaense ocorre em um cenário de desaceleração nacional. Em julho, o Brasil criou 58.568 empregos formais, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos. Foi o pior resultado para o mês desde 2020 e representa uma queda de cerca de 56% em relação a julho de 2025.

Apesar da perda de ritmo, o mercado de trabalho brasileiro manteve saldo positivo no acumulado do ano, com 972.203 novos postos formais entre janeiro e julho. O estoque chegou a 48,08 milhões de empregos com carteira assinada.

Serviços e construção puxam resultado nacional

Entre os principais setores da economia, os serviços foram responsáveis pela maior parte das novas vagas no acumulado do ano, com 591.519 postos criados. A construção civil aparece em seguida, com 180.449 empregos, enquanto a indústria abriu 154.052 vagas e a agropecuária, 54.106.

O comércio foi a exceção. O setor fechou 7.896 postos de trabalho entre janeiro e julho e também apresentou saldo negativo em julho, quando perdeu 2.056 empregos formais.

No Amapá, o crescimento proporcional de 4,79% coloca o estado no topo do ranking nacional e reforça uma trajetória de expansão do mercado formal de trabalho ao longo de 2026.

O resultado também ocorre em um momento de forte movimentação econômica no estado, com investimentos em infraestrutura, construção civil e serviços, setores que têm peso relevante na geração de empregos formais.

Os dados do Novo Caged consideram as admissões e desligamentos registrados pelas empresas e permitem acompanhar a evolução do mercado de trabalho com carteira assinada em todo o país.