O candidato ao Governo do Amapá, Dr. Furlan (PSD), deve evitar a participação em debates eleitorais durante a campanha para não ser questionado sobre as operações da Polícia Federal que atingiram seu grupo político. A informação é do jornalista Ney Pantaleão, que publicou a informação em seus canais.
Furlan foi alvo de operações da Polícia Federal ao longo deste ano. Em maio, a Operação Palanque Digital investigou suspeitas de desvio de recursos de contratos de publicidade da Prefeitura de Macapá e de utilização de verba pública para uma rede de desinformação e autopromoção política. O ex-prefeito foi um dos alvos da ação.

Além disso, o candidato foi afastado do cargo de prefeito em março, no contexto de outra investigação da Polícia Federal relacionada a supostos desvios de emendas parlamentares na construção do Hospital de Emergências do município. As investigações e seus desdobramentos passaram a integrar o ambiente político da disputa pelo Governo do Amapá.
A ausência em entrevistas já foi registrada por veículos de comunicação. No projeto NC Eleições, do Grupo Norte de Comunicação, Furlan não respondeu aos convites para participar da série de entrevistas com os candidatos ao governo. A emissora informou que também pretende realizar debates durante a cobertura eleitoral.
A eventual ausência de Furlan em debates, caso se confirme, poderá se tornar um dos assuntos da campanha, especialmente em uma eleição na qual o confronto direto entre os candidatos deve colocar temas como segurança, gestão pública, investigações e propostas para o estado no centro da discussão.
