A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou nesta terça-feira, 7, o reajuste tarifário anual da Companhia de Eletricidade do Amapá, mas o resultado trouxe um alívio direto para a população: os consumidores residenciais não terão aumento na conta de luz em 2026. O índice para baixa tensão, que inclui as famílias, ficou praticamente zerado, em 0,01%.

O desfecho é atribuído à forte articulação política do estado, que atuou para barrar a proposta inicial de reajuste superior a 24% para todos os consumidores. O movimento uniu diferentes forças, com protagonismo do governador Clécio Luís e dos senadores Randolfe Rodrigues e Davi Alcolumbre, que pressionaram contra o aumento linear.

Enquanto as residências foram preservadas, o reajuste recaiu com mais força sobre os consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, que terão aumento médio de 19,03%. A estratégia buscou proteger a população em um dos estados mais vulneráveis do país, evitando impacto direto no custo de vida.

A distribuidora atende cerca de 280 mil unidades consumidoras no estado. Segundo dados do setor, o consumo de energia elétrica no Amapá movimenta aproximadamente R$ 1,15 bilhão por ano.