A Petrobras confirmou a retomada da perfuração exploratória na Costa do Amapá, na Margem Equatorial, após reunião realizada na última quarta-feira, 18, no Rio de Janeiro. A decisão ocorre em meio a uma disputa judicial, após o Ministério Público Federal ingressar com ações pedindo a suspensão da licença ambiental, sob alegação de riscos e ausência de consulta a comunidades tradicionais.

As atividades haviam sido interrompidas no dia 4 de janeiro, depois de um vazamento de fluido de perfuração registrado a cerca de 2,7 mil metros de profundidade. O incidente ocorreu em um navio-sonda e levou à paralisação imediata dos trabalhos.

A retomada foi autorizada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), em fevereiro de 2026, condicionada ao cumprimento de protocolos rigorosos de segurança. Para reiniciar a perfuração, a Petrobras informou ter apresentado relatórios técnicos e realizado a substituição de equipamentos da sonda envolvida na operação.

Em nota, a estatal afirmou que segue todas as exigências do licenciamento ambiental e que o vazamento foi controlado com uso de material biodegradável, com validação da ANP. Mesmo assim, a retomada ocorre sob pressão judicial e ambiental, ampliando o debate sobre a exploração de petróleo na região da Margem Equatorial.