O assassinato da jovem vendedora Ana Paula Rodrigues, de 19 anos, ocorrido nesta segunda-feira, 9, no município de Santana, provocou forte comoção e revolta em todo o Amapá. A jovem foi morta enquanto trabalhava em uma loja de roupas no centro da cidade.
De acordo com as investigações iniciais, Ana Paula foi estrangulada por Cláudio Pacheco durante um assalto. Após cometer o crime, o acusado teria trocado o celular da vítima por seis pedras de crack. Segundo a polícia, o valor aproximado da droga seria de cerca de R$ 60.
Diante da repercussão do caso, o governador Clécio Luís afirmou que determinou prioridade máxima na apuração. “Determinei que as forças de segurança dessem total prioridade para este caso”, declarou ao anunciar a prisão do suspeito.
Ana Paula era acadêmica do curso de Biologia da Universidade Federal do Amapá (Unifap). A instituição publicou uma homenagem póstuma nas redes sociais, destacando a trajetória da jovem e lamentando a perda.

Embora a Polícia Civil trate o crime como latrocínio, organizações e coletivos que atuam no enfrentamento à violência contra a mulher no estado defendem que o caso também seja analisado sob a perspectiva de feminicídio. O debate ganhou força após a confirmação de que o autor do crime já havia assassinado outra mulher em 2018. Ele recebeu o benefício de saída temporária em outubro de 2025 e não retornou ao sistema prisional.
A discussão sobre a tipificação do crime ocorre em meio a um cenário preocupante de violência contra mulheres no país. Dados recentes apontam que o Brasil registrou cerca de 1,4 mil feminicídios em 2024, o que equivale a aproximadamente quatro mulheres assassinadas por dia em razão de sua condição de gênero.
