Talvez estejamos presenciando o nascimento de um novo grande nome da cena alternativa amapaense. A Banda da Minha Amiga, recém-chegada ao circuito indie pop de Macapá, fez sua estreia no último dia 25 no Treta Club, reduto já consagrado da música pop e alternativa na capital, e entregou uma apresentação de tirar o fôlego.
Comandada pela força da natureza que é Sâmela Viana nos vocais, a banda é completada por Rilane Pantoja na bateria, Arthur na guitarra e Jazz no baixo. E que estreia.
A proposta da noite foi um especial dedicado à mineira Marina Sena, com um passeio por seus três álbuns de estúdio e até alguns hits do tempo do Rosa Neon. Mas o que poderia ter sido apenas mais uma banda cover se revelou algo maior: uma explosão de identidade, presença e frescor.

Arthur e Rilane já têm sintonia afinada graças à banda Luxuosos Corações, conhecida por misturar rock com o brega paraense, e essa química transborda no palco. Jazz, que até então era mais conhecida pelos vocais, estreou no baixo com discrição, mas mostrando talento e precisão.
Mas é Sâmela quem carrega o espetáculo nas costas com brilho e naturalidade. Sua presença é magnética. Cada música é entregue com uma energia absurda, carisma de sobra e uma afinação que casa perfeitamente com a guitarra rasgada e melódica de Arthur. Sâmela não é só vocalista: é uma frontwoman de verdade, daquelas que o Amapá ainda vê pouco, mas vai começar a querer ver muito mais.
No fim, fica a vontade de ouvir mais. Marina Sena é uma escolha certeira para uma estreia: pop, envolvente, performática, mas A Banda da Minha Amiga tem fôlego e talento para ir além. Ainda é cedo para falar de material autoral, mas o público que lotou o Treta Club no último dia 25 deixou um recado claro: quer mais. E com razão.

