Com a mudança de local do show da Pitty para o Mercado Central, a Praça da Bandeira não será o palco das comemorações do Dia Mundial do Rock deste ano. Há mais de 10 anos, a data é comemorada na Bandeira, com ou sem investimento público. Deveria permanecer assim.

O show da Pitty na Praça da Bandeira seria histórico, além um grande aceno do Poder Público Municipal para uma cena cada vez mais escanteada e sabotada. Além da Pitty, bandas locais como Morrigam, Nova Ordem, Mini Box Lunar, Dezoito 21, Indiegentes, All Star, Invaders, Cerimonial Sombrio, Viajantes e Stereovitrola estão confirmadas no evento. A banda paulista Warshipper também será uma das atrações do 13 de julho. Será uma noite que a Bandeira merecia receber.

Se o problema da Bandeira é espaço e conforto, seria um ótimo exercício social para o grande público ver de perto como é a vida de quem faz e consome rock no Amapá. Sempre foi desse jeito, palcos improvisados, equipamentos emprestados e muita, mas muita paixão pela música. Tirar o Dia Mundial do Rock da Praça da Bandeira é também tirar a voz de quem luta e vive o movimento. E não, o Rock e nem o dia mundial do Rock têm dono, embora exista alguém que ache que tenha.

A organização do evento argumenta que a mudança de local se deu pela proporção que o show da cantora baiana tomou. “Tivemos que mudar devido à estrutura e o novo local ser maior”, disse o perfil oficial do evento no Instagram. A decisão é justificável, mas escolheram o caminho mais fácil ao invés caminho certo, como sempre.